quarta-feira, 25 de julho de 2012

EXPOSIÇÃO: O Barão e a Caricatura: Rio Branco no Traço dos Caricaturistas - GRATUITA - RJ



O Ministério das Relações Exteriores, por sua Fundação Alexandre de Gusmão, e o Ministério da Cultura, pela Fundação Biblioteca Nacional, apresentam a exposição O Barão e a Caricatura: Rio Branco no Traço dos Caricaturistas, em homenagem ao Barão do Rio Branco, ao ensejo do primeiro centenário de sua morte. A mostra estará aberta ao público do dia 8 de agosto ao dia 30 de setembro, no terceiro andar da Biblioteca Nacional - Avenida Rio Branco, 219, Rio de Janeiro.
A Coleção de Recortes de Jornais do Barão do Rio Branco pertence ao acervo do Arquivo Histórico do Itamaraty. Durante um levantamento da coleção, a atenção dos pesquisadores do Centro de História e Documentação Diplomática da Fundação Alexandre de Gusmão foi atraída para o grande número de caricaturas, disseminadas pelos 147 volumes da coleção.
Nos anos seguintes foram levantadas mais de mil caricaturas, todas veiculadas pela imprensa carioca e assinadas por artistas - gravadores, desenhistas, humoristas - que revitalizaram a imprensa ilustrada brasileira, graças a seus traços inovadores e às modernas técnicas que chegavam ao Rio de Janeiro. As caricaturas foram todas identificadas por periódico e data, bem como devidamente fichadas e contextualizadas.
Além da evolução mesma da arte de caricare, o conjunto das caricaturas permite uma rara leitura da primeira década do século XX: a cidade e a renovação urbanística do prefeito Pereira Passos, a campanha de Oswaldo Cruz pela vacinação da população, a política e as rivalidades ideológicas do período constituem um amplo pano de fundo para o tema explícito, o das relações exteriores.
Trajetória do Barão em traços
O período em que Rio Branco foi ministro das Relações Exteriores, de 1902 a 1912, coincidiu com o surgimento de grandes caricaturistas - como Raul, K. Lixto e J. Carlos - que, sob o impacto de novas técnicas introduzidos na imprensa, renovaram a caricatura brasileira. Bambino, Luiz, Storni, Lobão, Crispim e Amaro do Amaral, Alfredo Cândido, Renato Castro, Falstaff e Gil são outros dos caricaturistas cujas obras ilustram esta exposição. Pela projeção de sua obra de estadista, como diplomata e insuperável advogado do Brasil no estabelecimento pacífico das fronteiras, o Barão foi um dos homens de governo do qual mais se ocupou a caricatura nacional.
Em 1903, no auge da questão do Acre, o Barão passou a inspirar inúmeras caricaturas, tendo sido publicadas charges alusivas à imobilidade do ministério ou minimizando a importância do Barão frente a outras figuras de sua época. Alcançada a solução da questão do Acre, Rio Branco recebeu as devidas homenagens.
A partir daí, em razão das sucessivas contribuições do Barão para a consolidação das fronteiras do Brasil, as charges passaram a ser verdadeiras alegorias. Em agosto de 1908, K. Lixto retratou o Barão como um dos mosqueteiros de Alexandre Dumas, em ilustração publicada por O Degas. Em caricatura de Raul, publicada pelo Jornal do Brasil em janeiro de 1909, Rio Branco é retratado como Hércules a dominar a hidra das intrigas diplomáticas.
Entre anos de críticas e exaltações, cobranças e homenagens, as caricaturas colaboraram para a elevação do Barão do Rio Branco à condição de personagem grandioso que foi. Hoje, através desta mostra nos ajudam a compreender a dimensão e a trajetória deste verdadeiro símbolo nacional.
Serviço:
Exposição O Barão e a Caricatura: Rio Branco no Traço dos Caricaturistas
Local:   Biblioteca Nacional
 Avenida Rio Branco, 219, 3º Andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ 
Data: de 8 de agosto a 30 de setembro de 2012
Horário: terça a sexta, das 10h às 17h - sábados, domingos e feriados, 12h30 às 16h30
Agendamento de visitas em grupo ou especiais: 
(21) 2220-9484 ou (21) 3095-3881

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